
O Meio
No dia 20 de junho de 1921 Virgulino consegue cercar a volante de Lucena, matando no combate, um cabo e um soldado.
Neste começo de “carreira”, Lampião alcançou notoriedade por causa da violência com que atuava, pois passou a mover um ódio indescritível contra a polícia.
A partir de então, Lampião passa a fazer parte do bando de Sinhô Pereira, tornando-se comandante do grupo em 1922, quando o fundador abandona os demais, a pedido de Padre Cícero.
Em 1926, Lampião foi convidado pelo Padre Cícero a combater a Coluna Prestes, que se internava no sertão numa fileira de mais de 1000 homens. O pedido foi endossado pelo presidente Artur Bernardes que, com o apoio do deputado Floro Bartolomeu, pôs o plano em ação: ou Lampião liquidava com a coluna Prestes ou vice versa. Formalizado o pedido, Lampião ganhou de imediato galões de capitão das forças legais. Mas, como era de se esperar, Lampião não foi bem recebido pelos oficiais de outros estados, que não reconheciam sua patente e, revoltado com a falta de acolhimento, se esquivou de combater a Coluna pois, inclusive, nada tinha contra ela.
Os ataques do rei do cangaço às fazendas de cana-de-açúcar levaram produtores e governos estaduais a investir em grupos militares e paramilitares. A situação chegou a tal ponto que, em agosto de 1930, o Governo da Bahia espalhou um cartaz oferecendo uma recompensa de 50 contos de réis para quem entregasse de qualquer modo, o famigerado bandido. Seria algo em torno de 200 mil reais hoje em dia. Ainda assim foram necessários oito anos de perseguições e confrontos pela caatinga até que Lampião e seu bando fossem mortos.




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